15 de fevereiro de 2021

Não haverá a doação dos órgãos da jovem que morreu com alergia a tinta de cabelo em Catalão

Karine de Oliveira Souza, auxiliar administrativa de 34 anos que morreu após ter uma forte reação alérgica à tinta de cabelo
 
A Santa Casa de Catalão informou que não haverá doação dos órgãos de Karine de Oliveira Souza, auxiliar administrativa de 34 anos que morreu após ter uma forte reação alérgica à tinta de cabelo. A expectativa era de que pacientes de outros estados recebessem os órgãos, no entanto, os médicos avaliaram que eles não estavam em condições para isso.
 
A informação foi confirmada  na tarde desta segunda-feira (15). Segundo a assessoria da Santa Casa de Catalão, a previsão da unidade era de doação dos órgãos de Karine para pacientes de Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
 
Entretanto, segundo o hospital, durante uma madrugada, quando a equipe de captação de órgãos de Goiânia iniciou a cirurgia, “observou que os órgãos não estavam em condições de serem doados”.
 
A equipe de captação e órgãos ressaltou que a má condição dos órgãos, que impossibilita a doação, não tem relação com uma reação alérgica que Karine teve. O corpo já foi liberado para o IML.
 
 
Polícia Civil apura morte de mulher por suposta reação alérgica à tinta de cabelo
 
A Polícia Civil (PC) informou, na manhã desta segunda-feira (15), que instaurou um inquérito para apurar a morte da auxiliar administrativo, Karine de Oliveira Souza, supostamente decorrente de uma reação alérgica por aplicação de tinta de cabelo, em Catalão. A corporação já solicitou o exame cadavérico ao Instituto Médico Legal do município e a proprietária do salão onde o procedimento foi realizado também será ouvida nesta segunda-feira (15).
 
A alegada intoxicação ocorreu na última quarta-feira (10), quando a vítima iniciou o procedimento estético. Ao Mais Goiás, a cabelereira revelou que a vítima não tinha costume de pintar de cabelo no local, apenas de fazer as unhas e depilação. Segundo ela, a mulher apresentou uma reação alérgica momentos após a coloração ser aplicada.
 
A profissional disse que a cliente começou a sentir um formigamento nas mãos e pediu para o produto ser retirado. Logo depois, ela sentiu falta de ar. O Corpo de Bombeiros foi acionado e informou que a mulher teve uma parada cardiorrespiratória. Ela precisou ser reanimada antes de ser encaminhada à Santa Casa de Catalão.
 
Segundo a corporação, a mulher já deu entrada na unidade vítima de um choque anafilático. Porém, ela apresentou uma piora no estado de saúde e foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela teve morte cerebral confirmada pela unidade no último sábado (13).
Fonte: Mais Goiás