2 de setembro de 2020

GRÁVIDA, ACUSADA DE AGRESSÃO À TÉCNICA DE ENFERMAGEM, PEDE DIREITO DE RESPOSTA

Laís Adelina Duarte, 27

Laís Adelina Duarte, 27, procurou o Blog Diante do Fato, para dar sua versão do fato ocorrido, na segunda-feira, 31, no Hospital de Campanha para Enfrentamento do Coronavírus, em Catalão. Uma técnica de enfermagem, 51, afirma que Laís, o pai e o marido a atacaram. A profissional sofreu uma luxação na mão e hematomas na cabeça.
Laís, que está grávida, disse que tinha uma consulta de rotina no Materno Infantil, mas com sintomas de COVID-19, foi orientada a fazer um exame, no Hospital de Campanha, mesmo afirmando que havia feito um, na última sexta, 25, que deu negativo. “Não quiseram fazer o exame de sangue, pois disseram que se na sexta deu negativo, na segunda também iria dar e que o hospital atende a todos e não só a mim, para gastar teste à toa”, informou. Ela teria chegado lá 13h e às 17h, foi levada para fazer uma tomografia em um hospital particular.
Ainda no mesmo dia, o pai de Laís foi transferido para o Hospital de Campanha, pois testou positivo para COVID-19. Ela acusa que o idoso ficou esperando numa cadeira e passando mal, por mais de uma hora e meia. “Eu voltei do exame de tomografia e meu pai estava passando mal, precisando de transferência para a internação e eu lá por mais de oito horas, também doente, sendo três horas aguardando o resultado da tomografia. Meu pai levantou e saiu para fora e eu fui procurar alguém responsável”, reclama.
Laís disse que falaram que ela teria que esperar uma hora para falar com a coordenadora, e ela se exaltou, jogou caixas de luvas que estavam na portaria, no chão, e um porta canetas, apenas isso, e não tantos objetos que aparecem nas fotos divulgadas. A grávida entrou na cozinha onde a coordenadora estava jantando, para questionar a demora do resultado do exame e do atendimento ao pai dela para a internação. “Ela disse que só falaria comigo depois que jantasse, que não iria olhar na minha cara, então eu bati a mão nas bandejas e gritei para ela olhar na minha cara, e ela chamou a polícia”, explica.
A confusão se iniciou e a gestante informa que quando saiu da cozinha, já viu seu esposo tentando separar um rapaz que estava agredindo o pai dela. “Veio duas mulheres pelas costas do meu pai. Eu empurrei uma e ela me agrediu e então, eu dei um soco, derrubei ela no chão, caímos e tudo aconteceu, mas tudo isso gerado dessa forma que estou explicando”, reclama.
A grávida fez um boletim de ocorrência e exame de delito, pois alega que também foi agredida pela técnica de enfermagem, estando com marcas no pescoço, nas mãos e uma luxação no pé, e disse que vai pedir imagens das câmeras da unidade hospitalar para provar sua versão.

O BLOG DIANTE DO FATO repudia qualquer tipo de violência, independente do motivo, principalmente contra profissionais de saúde na linha de frente à pandemia do Coronavírus.

Entenda o Caso

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