7 de janeiro de 2019

Fechamento do Hospital Materno Infantil gera desconfortos.

Na tarde dessa segunda-feira sete de janeiro, o Blog Diante do Fato recebeu algumas denúncias acerca do fechamento do Hospital Materno Infantil, com a desculpa de que se dará uma ampla reforma naquela Unidade, gerando um grande desconforto aos que lá trabalham e também a população de um modo geral.

Uma funcionária relata que: “Estão querendo fechar e direcionar os serviços aqui prestados para a Santa Casa e também para o Hospital São Nicolau. Sendo que a precariedade paira sobre a Santa Casa, muitos comentam a esse respeito. E tem também a questão dos médicos que aqui trabalham, os quais não estão concordando com essa mudança. Uma vez que terão seus respectivos plantões diminuídos e falam até em médico pediatra à distância”.

Os médicos plantonistas e os pediatras redigiram uma carta e enviaram para o CRM (Conselho Municipal de Saúde) falando que “não trabalham se não forem dois médicos em cada plantão, obstetras e pediatras juntos em um lugar. Não está de acordo trabalhar em dois lugares e dividir serviços, por que a Secretaria de Saúde não pode investir resultando em melhor qualidade de atendimento para a população”.

Há outro relato de outra funcionária onde se destaca a qualidade do serviço ofertado a todos os pacientes, principalmente “as mãezinhas” que os procuram. “Uma vez feito essa mudança, terão que dividir o mesmo espaço com pessoas baleadas, com cirurgia ortopédica, uma verdadeira bagunça. Tendo um centro cirúrgico para todos e aqui só é maternidade”.

É importante ressaltar que segundo nos informaram, lá no Materno tem dois obstetras de plantão em cada turno, garantindo um excelente serviço à população e o que estão pretendendo é fragmentar esse serviço. Os médicos sabem que já é arriscado ficar um só pediatra de corpo presente e mesmo assim, querem pediatra a distância.
Fica nosso repúdio ao que estão tentando fazer com a população catalana, mais uma vez nos colocam a mercê de interesses próprios e birras políticas. Não dá mais para ficar de braços cruzados. Não podemos nos calar, aceitar de forma passiva essa situação.