10 de julho de 2020

Faltando pouco tempo para novas eleições, começam a surgir em Catalão “Os Milagres”, famosas obras eleitoreiras.

A cada eleição que se aproxima a história é a mesma, a poucos meses da disputa eleitoral, começa a propagação por parte dos gestores municipais de obras mirabolantes pelos cantos das cidades.
 
A disputa eleitoral já começou e a prefeitura de Catalão corre contra o tempo para mostrar serviço. É muito comum nesta época pipocarem obras e obras, principalmente em ruas, estradas, pontes e viadutos, que são mais visíveis ao eleitorado. Todas as intervenções são importantes, com certeza, mas as carências são antigas e não precisava deixar tudo para a última hora. Aliás, precisava sim. Para ganhar votos.
 
O resultado dessa concentração de obras em meses que antecedem a corrida eleitoral é o caos. O trânsito fica lento e não há saída, pois outras ruas também passam por manutenção. E ficamos todos parados. Assistindo à apoteose do serviço público. Em andanças por várias partes de cidade de Catalão, salta aos olhos a necessidade de alguma melhoria de vias e infra-estrutural. Mas, apesar da necessidade, a maioria das intervenções só ocorre de quatro em quatro anos, quando há a corrida eleitoral.
 
O fato é que muitas obras causam transtornos evitáveis para o cidadão durante sua execução. Um mínimo de planejamento e boa vontade pública evitariam esse volume concentrado. Mas faz parte do marketing político transformar a cidade em um canteiro de obra nesta época. A memória do eleitor é curta e não se pode correr o risco de ele não se lembrar de algo importante feito no início do mandato. Parece que isto dá certo. Um prefeito pode ficar mais de três anos enrolando, sem nada fazer, mas se trabalha no final, faz ponte, reforma estradas, pinta a praça e arruma os canteiros cai no gosto do eleitorado e volta para mais quatro anos no poder. Essa é a democracia brasileira. A memória curta e a falta de informação do eleitor perpetuam no poder o político enrolão.