4 de setembro de 2020

Em Goiás, 61 hospitais recebem doações de paracetamol injetável para tratamento de Covid-19

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e novo no Brasil, o paracetamol injetável chegou a 61 hospitais de Goiás e vai auxiliar no tratamento de pacientes infectados com coronavírus (Sars-CoV-2). No total, 1.300 bolsas foram repassadas a unidades de saúde do Estado pela HalexIstar. A indústria farmacêutica está doando o equivalente a R$ 2,4 milhões em bolsas para mais de 250 organizações de saúde no país.
 
Entre as unidades contempladas em Goiás estão a Santa Casa de Misericórdia de Catalão e a Unimed Rio Verde. Também foram contemplados hospitais de Goiânia, Ceres, Caldas Novas, Anápolis, Goiatuba, Mineiros, Itumbiara e Aparecida de Goiânia. O paracetamol é indicado pela OMS e também pelo Ministério da Saúde (MS) como primeira escolha no tratamento dos sintomas associados à infecção pela Covid-19 incluindo dor muscular e febre.
 
O Halexminophen, paracetamol injetável disponível em bolsas prontas para uso, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril deste ano. Além de utilizado para pacientes com Covid-19, serve também para o tratamento de pacientes em clínicas e hospitais que apresentam dor aguda como dores lombares, cólica renal e crises de enxaqueca além de febre ou que estão em recuperação pós-operatória.
 
O medicamento é uma alternativa para pessoas alérgicas a outros analgésicos como dipirona e anti-inflamatórios. Além disso, permite reduzir o tempo de manuseio, bem como a incidência de erro de preparação porque já vem pronto para a utilização. “Até o momento, quando tínhamos que manusear um analgésico em um paciente alérgico, o fazíamos por meio de uma sonda. Agora, conseguiremos aliviar mais rapidamente a dor pós-cirúrgica, reduzir o consumo de opioides (drogas que atuam no sistema nervoso para a redução de dor) e, assim, dar mais satisfação ao paciente durante o período de internação. Além disso, ao reduzir o tratamento via oral, conseguimos superar o efeito de primeira passagem pelo fígado, proporcionando uma proteção hepática para o paciente”, explica a anestesiologista do Hospital Sírio Libanês e gerente médica da HalexIstar, Christiane Pellegrino Rosa.
Fonte: O Popular