20 de maio de 2020

Carta aberta a Catalão

 
A pandemia do coronavírus tem causado um verdadeiro desastre no Brasil e no mundo. O número de vítimas fatais tem aumentado exponencialmente e a economia sofre a maior retração de sua história. Realmente, é o pior cenário que poderíamos imaginar, mas é preciso que ações bem coordenadas impeçam que o estrago seja ainda maior.
 
A saúde da população e a sustentabilidade econômica não são assuntos opostos. Ambos se complementam em importância para o funcionamento da estrutura social. A pandemia gerada pelo covid-19 trouxe caos, medo, desespero e desesperança para os trabalhadores, aposentados e para a classe empresarial. Esse inimigo invisível afastou famílias, isolou idosos, trancafiou as crianças em casa e implantou sérias dúvidas sobre como poderemos superar essa crise.
 
O primeiro passo foi decretar o fechamento de praticamente todas as atividades comerciais, educacionais e sociais. O choque foi enorme e conseguiu, por um momento, frear o crescimento da curva de contaminações. Mas os reflexos dessa paralisação trouxeram graves consequências: desemprego, fechamento de empresas e queda na renda do trabalhador. E agora, o que fazer?
 
O momento é delicado, preocupante, e para alguns empresários de áreas como turismo, eventos, artistas, bares e academias está desesperador, pois são mais de dois meses sem poder trabalhar! Alguns têm tentado soluções alternativas para sobreviver, porém a grande maioria está à espera de novas diretrizes que possam atender as suas necessidades, ao mesmo tempo que garantam a segurança das pessoas.
 
Quem conseguiu retomar suas atividades, se depara com um cenário bastante diferente do mercado. O consumo de bens e serviços diminuiu consideravelmente e uma série de precauções precisam ser implementadas para todas as atividades.
 
O fato é que a pandemia provavelmente não irá passar tão cedo, o vírus não vai desaparecer e a sua vacina deve demorar um bom tempo para chegar a toda população. As pessoas, os governos e as empresas precisam se adaptar a essa nova realidade, de forma conjunta, coordenada e responsável, a partir de medidas que evitem o colapso na saúde, assim como a destruição da economia e, consequentemente, do tecido social.
 
Os empresários estão fazendo sua parte: instituem regras de controle de acessos, oferecem equipamentos de proteção individual a seus colaboradores, contribuem com doações ou força de trabalho com as mais diversas necessidades da população. Enfim, são agentes importantíssimos no combate ao coronavírus e na manutenção dos empregos e renda das famílias, mesmo que isso custe muito caro para o setor.
 
O que se cobra nesta carta são soluções inteligentes para a garantia da saúde das pessoas, aliada à redução das perdas econômicas. Em nome de todos os microempreendedores, dos autônomos e das pequenas, médias e grandes empresas do nosso município.