26 de março de 2020

Caiado diz que vai escalonar fim da quarentena em Goiás e ironiza comparação de Covid-19 com 'gripezinha'

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), disse nesta quinta-feira (26) que vai escalonar o fim da quarentena instituída no estado como contingência ao coronavírus. Durante o pronunciamento, ele lamentou a morte de uma idosa, de Luziânia, a primeira no Centro-Oeste por causa do coronavírus, e ironizou a comparação feita por Bolsonaro, que classificou a Covid-19 como uma “gripezinha'”.

O último decreto de Caiado sobre o coronavírus mantém a quarentena em Goiás até o dia 4 de abril. Neste período, somente estabelecimentos que ligados às necessidades básicas, como supermercados e farmácias, podem abrir. O comércio está fechado.

“Dia 4 é definitivo? Todo mundo volta ao normal? Não. Vamos saber equalizar. Isso vai causar complicações econômicas, é lógico. Mas a nossa responsabilidade principal são as vidas. Dessas eu não abro mão como médico e governador”, disse Caiado.
O governador elogiou os decretos assinados em meio à pandemia e disse que Goiás “saiu na frente”. Ele afirmou também que não é necessário “paranoia” para apressar a reabertura dos estabelecimentos.

“Estão numa paranoia, de que todo mundo vai quebra, que vai ser um desemprego total. Todo lugar com coronavírus teve óbitos e empresas quebradas. Nós saímos na frente. Vamos ver o que podemos liberar, se as aulas, a mineração e a construção de rodovias. Gradualmente vamos fazer”, pontuou.

Ironia com ‘gripezinha’
Sem citar o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pediu o fim da quarentena e a volta à normalidade, Caiado foi irônico e usou o termo “gripezinha”, dito por Bolsonaro para se referir à Covid-19, para chamar pessoas que queiram ajudar voluntariamente.

“Todos que considerarem isso [Covid] como uma ‘gripezinha’ podem se candidatar como voluntários. Estou precisando. Em uma semana, vamos treinar para auxiliar as pessoas no hospital. É importante que os muitos palpiteiros que ficam aí a distância venham para cá nos ajudar”, afirmou.

Fonte ; G1 / Goiás