29 de junho de 2020

Caiado defende bloqueio de 14 dias por 14 em Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), defendeu durante reunião com prefeitos na manhã desta segunda-feira (29) o bloqueio total intermitente das atividades econômicas e sociais. Ele propôs aos gestores municipais a avaliação de um bloqueio de 14 dias, seguido de 14 dias de liberação. A medida foi apresentada em um estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG).
 
 
Apresentado pelo professor Thiago F. Rangel, do Departamento de Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade Federal de Goiás (UFG), o estudo prevê um colapso na Saúde entre os dias 8 e 15 de julho, caso a situação permaneça como está em Goiás, isto é, com a curva de casos em ascendência. O colapso significa que a capacidade hospitalar nesses dias poderá estar com o dobro da demanda atual. Isso no cenário classificado pela UFG como “vermelho”, em que novas medidas não são tomadas para conter o avanço que já se iniciou nesta fase crítica da pandemia.
 
Na projeção de óbitos acumulados, a UFG prevê 18 mil mortes em Goiás até o fim de setembro, caso o índice de isolamento atual seja mantido. Em um cenário com medidas de isolamento mais rígidas tomadas, a pesquisa projeta 4.497 mil mortes no mesmo período, ou seja, uma diferença de 13.530 vidas que não seriam perdidas. O número equivale à população de São João D’Aliança.
 
Cenário verde
 
Já no cenário com fechamento de 14 em 14 dias, que é categorizado como ‘cenário verde’, o estudo prevê 9.640 mortes até o fim de setembro, ou seja, uma redução de 61,5% com 8.360 vidas que seriam poupadas — o equivalente à população do município de Cachoeira Dourada.
 
De acordo com o pesquisador, esse regime aliado à medida de rastreamento de contatos poderia salvar 10.283 vidas, o equivalente a toda a população do município de Petrolina. “Deixar como está é moralmente inaceitável.”
Fonte: O Popular