27 de dezembro de 2018

Após seis anos, desaparecimento de adolescente segue sem desfecho em Goiás

Passados seis anos, o caso envolvendo o desaparecimento da adolescente Priscila Brenda Martins, de 14 anos, em Pires Belo, distrito de Catalão, região sudeste de Goiás, segue sem conclusão. A Polícia Civil não tem dúvidas de que ela foi morta e indiciou o namorado dela, Paulo Vitor Azevedo, 25 anos, e o amigo dele, Claudomiro Marinho Júnior, de 26, pelo crime, embora o corpo nunca tenha sido encontrado. Ambos respondem ao processo e aguardam julgamento em liberdade.

Priscila foi vista pela última vez no dia em que sumiu, em 11 de dezembro de 2012, entrando no carro do namorado.

A defesa de Paulo Vitor disse à TV Anhanguera que não vai se pronunciar sobre o caso. Já a emissora e o G1 não conseguiram localizar o advogado de Claudomiro. Em outras ocasiões, os próprios presos e os advogados negaram que a dupla tenha cometido o crime.

A mãe da menina, a comerciante Luciene Pereira da Silva Martins, disse que não vai descansar até que os responsáveis sejam punidos.

“[Eles] têm que pagar por isso. Não pode ficar impune. Quantas mocinhas, quantas meninas que têm aí nesse mundo, imagina se ele fizer o mesmo que ele fez com a minha menina? Ele pode fazer com qualquer uma aí porque ele está a solta. Isso não pode acontecer. Quero justiça, ele vai ter que pagar por isso”, desabafa.

Os dois suspeitos foram presos em 2014, mas foram soltos. A delegada responsável pelo caso, Alessandra Maria de Castro, indiciou a dupla por homicídio e ocultação de cadáver. Ela afirma que mesmo passados 6 anos do desaparecimento, ainda faz buscas para tentar encontrar o corpo.

Priscila Brenda sumiu em 2012 após ser vista entrando no carro do namorado — Foto: Arquivo Pessoal Priscila Brenda sumiu em 2012 após ser vista entrando no carro do namorado — Foto: Arquivo Pessoal
Priscila Brenda sumiu em 2012 após ser vista entrando no carro do namorado — Foto: Arquivo Pessoal
“Apesar de não ter sido localizado o corpo, a polícia civil ainda, desde que foi enviado o procedimento ao fórum, ainda faz diligência, sempre que recebe alguma denúncia a gente verifica a procedência com o intuito de localizar o corpo”, destaca.

A Justiça já determinou que eles enfrentem júri popular, mas a defesa recorreu. O processo foi remetido ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), em Goiânia, e aguarda nova decisão.

Sumiço
Após Priscila desaparecer, uma testemunha contou tê-la visto pela última vez entrando no carro do namorado. A Polícia chegou a fazer reconstituição do dia em que ela sumiu para ajudar nas investigações.

Pouco tempo depois do desaparecimento, a mãe da adolescente relatava desespero para encontrar a filha e ficava aflita aguardando notícias da estudante.

Quando o sumiço completou dois anos, ela disse que perdeu as esperanças de encontrar a filha. “Não tenho mais esperança, acabou. É muita tristeza não saber o que houve com ela”, disse em entrevista ao G1 em 2014

Fonte: G1