thiagofsilva21@hotmail.com

64 98165-9583

12 de março de 2018

A economia em crise Sem perspectivas

Cem trabalhadores demitidos. Da Coacal. Uma empresa que sofre interferência
do poder político.

Em Catalão. A crise econômica e financeira possui mais ingredientes no tradicional município do Estado de Goiás. Cortes nos salários dos funcionários públicos.

Obras públicas estão paralisadas. Sem previsão para a retomada dos serviços. O ‘Cartão Renda Cidadã Municipal’, que aquecia o comércio local, investia contra a pobreza extrema, foi extinto pela atual administração municipal.

Uma receita do Tempo Velho. Desde 15
de março de 1983. O Cheque Reforma irrigava os cofres dos micros, pequenos e médios empresários. ‘C´est fini!’

Placas de vende-se e aluga-se infestaram
os quatro cantos do município. A onda de
desemprego cresce. O trabalho informal ou o denominado ‘mercado invisível’, conceito formulado por economistas da Academia, evolui.

O que precariza as relações de trabalho e gera instabilidade econômica. Um futuro sombrio. Para os cidadãos. Na área rural, os produtores de leite enfrentam o dia a dia do abandono. Solitário. Com queda de receitas. O Executivo Municipal anuncia ainda mais cortes.

Com navalha na carne. Nos direitos dos servidores públicos. O funcionalismo é a alma da prefeitura municipal. É necessário valorizá-lo.

A economia local perdeu os recursos da
compra e venda de uniformes. De cestas
básicas. De materiais de construção, para
a reforma de moradias. Além do dinheiro
oriundo da Data-Base. O direito à habita-
ção está previsto na Constituição Federal
[CF]. A Carta Magna, Cidadã, promulgada
em 5 de outubro de 1988. Um texto constitucional que erguia um ‘Welfare State’ no Brasil.

Um Estado socialdemocrata. Com a universalização dos direitos conquistados pós-Revolução Francesa, ocorrida no ano de 1789. Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Longe disso. É o retrato de Catalão, hoje, no século 21. O cenário é trágico. Triste. Lamentável.

Empurrados aos bolsões periféricos da cidade, os excluídos do exercício à cidadania, sofrem, hoje, com a falta de iluminação. A ausência de asfalto, o chão preto. Buracos nas ruas, que furam pneus e destroem veículos. Nada de Ação Social.

As políticas públicas compensatórias constituem letra morte sob a hegemonia do MDB. Legenda que professa a liturgia do atraso. Os distritos de Pires Belo e Santo Antônio imploram por socorro ao Poder Público. Unidade Básica de Saúde, que serviu para festa de churrasco, corre o risco de continuar fechada. A Saúde eliminou a realização de cirurgias eletivas.

A UPA sofreu um corte de R$ 6 milhões. A licitação para a canalização do Córrego Pirapitinga ocorreria, hoje, sem previsão orçamentária. Catalão, minha terra, pela qual nutro uma paixão incomensurável, não merece ser vilipendiada. Lutarei.

(Jardel Sebba, médico, secretário de Estado de Gestão de Gabinete, ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, ex-prefeito de Catalão, membro do PSDB Estadual e colaborador do jornal Diário da Manhã)